terça-feira, 17 de janeiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Designs que mudaram o mundo: Fusca
O projeto original do Fusca se iniciou envolvendo várias empresas e até o Governo alemão. O governo queria um carro popular, pequeno, econômico e fácil de produzir daí que surgiu a Volkswagen (carro do povo), desde 1925 já existia um projeto do engenheiro Béla Barényi que ficou famoso pelas melhorias de segurança em diversos automóveis daquela época.
O grande do idealizador do projeto foi Hitler, que enquanto esteve preso leu bastante sobre Henry Ford, ficou admirado e apostou num veículo fácil de se produzir e contínuo. O ditador resolveu apoiar uma estatal, mas dos três melhores engenheiros da época, dois eram judeus e obviamente não agradavam a Hitler, então ele abriu mão de “seus” engenheiros e apostou em Ferdinand Porsche que já possuia um projeto semi-pronto. Hitler como todo bom e velho cliente fez várias exigências, dois adultos e três crianças, manter a velocidade média de 100km/h, consumo no máximo 13km/l e motor refrigerado a ar.
Porsche teve diversas dificuldades durante a execução do projeto, acostumado com veículos luxuosos e caros, executar um projeto com diversas “regras” numa época em que não havia-se muitas referências desse tipo de produto deve ter sido um desafio e tanto, depois de diversas tentativas frustadas, colocar o motor traseiro com refrigeração a ar e na traseira do veículo acabou sendo a última e única opção. O prazo para execução de todo o projeto até chegar nos primeiros protótipos foi de apenas seis meses, Porsche temia discordar de Hitler e além de “correr” com o projeto cumpriu ao máximo todas as ordens do chefe, em 1937 sairam os três primeiros projetos de protótipos do veículo, em 1938 inaugurou-se a primeira fábrica da Volkswagen, com grande apoio da mídia.
O resto da história do Fusca todos já sabem/imaginam foi fundamental na Segunda Guerra Mundial e entrou pra história, foi vendido de 1940 até 2003 com poucas mudanças do projeto original, ganhou vários prêmios e move com a paixão de grande parte dos fãs de automóveis, o carro foi sucesso no mundo todo e produzido até 2003 no México, quando que por uma alteração na lei não mais permitiu o projeto antigo e até então sem fortes itens de segurança. O Fusca virou um clássico sem entrar para o ranking de raridades, e conseguiu ser o modelo mais vendido utilizando o mesmo design (caso considerado o mesmo veículo o Toyota Corolla já ultrapassou o número de vendas, mas em 5 modelos diferentes).
O projeto de Ferdinand Porsche, a ousadia de Hitler, e os vários engenheiros envolvidos tiveram as mesmas dificuldades que temos hoje em dia, cliente trabalhoso, regras excessivas, prazo curto e ainda sim conseguiram fazer um mega projeto que fez sucesso durante incríveis 65 anos, e ainda assim o Fusca não morreu, deixou seu sucessor que não faz tanto sucesso no mundo inteiro, mas tem força de mercado, com um público bem específico, uma boa atualização no design que vale por muito e pelo que tudo indica, volta a ter força com um forte apelo publicitário no mercado norte-americano se baseando no modelo anterior.
Abaixo um vídeo que mostra a evolução do velho Fusca:
OBS.: Este post teve o intuito de mostrar de forma breve a história do Fusca e toda a dificuldade do projeto, mas que mesmo com todas as dificuldades ainda conseguiu fazer sucesso durante anos, e sim é possível fazer projetos de sucesso com toda a dificuldade do dia a dia.
Tirei do chocoladesign ADOROOO!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
esculturas
Cidade do México recebe 'esculturas de fuscas'

Homem passa sob a escultura feita de fuscas 'Sobrepondo-se', da mostra 'A vuelta de rueda' (Lentamente, numa tradução livre), que a artista mexicana Bestabeé Romero promove na Cidade do México. (Foto: AFP)

As esculturas, como é natural na obras da mexicana, aproveitam carrocerias e rodas de carros velhos, como em 'Escalando milho', exposta no centro histórico da capital. (Foto: AFP)
fusca eletrico
O Fusca, que é abastecido pela energia elétrica, virou atração na semana nacional de ciências no campus. Um protótipo do projeto já havia sido desenvolvido por um engenheiro eletricista da universidade há 30 anos, mas só pode ser finalizado agora, através da ajuda dos estudantes e de empresários de Londrina.
O carro é totalmente ecológico e não emite nenhum tipo de poluição, inclusive a sonora. O investimento para a adaptação foi de R$ 25 mil. A velocidade pode chegar a 60 km/h e o custo é de R$ 0,07 por quilômetro rodado. Um carro comum abastecido com gasolina gasta em média R$ 0,26 por quilômetro.
"O Brasil é rico em fontes e energias renováveis. Acredito que no máximo daqui há cinco anos o carro elétrico será uma realidade no Brasil", afirma o estudante Diego Rodrigues.
fonte: http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/10/estudantes-transformam-fusca-em-carro-eletrico-no-interior-do-parana.html
quarta-feira, 27 de julho de 2011
cuidando da ferrugem
O primeiro passo então é levantar os tapetes e inspecionar o assoalho quanto a ferrugens ou furos, eu particularmente gosto de colocar o carro em um local escuro e com uma lâmpada forte acesa embaixo do carro procurar por furos ou rachaduras, uma vez que aí a luz deve passar. O segundo passo é olhar os furos de drenagem embaixo das portas e verificar se eles estão abertos.
Apesar de ferrugem ser um problema sério e requerer a ajuda profissional, pequenos problemas podem ser tratados pelo proprietário do carro e existem três formas para lidar com isso:
- prevenção
- conversão da área enferrujada ou
- troca da área afetada ou por novas peças ou por solda de chapa.
Conversão de ferrugem envolve um processo de parada ou redução do processo através de uma ação química sobre as áreas de metal, modificando-o para um composto mais estável. O ingrediente primário dos convertedores geralmente age na transformação de ferrugem em fosfato de ferro. Uma vantagem deste método é que a ferrugem não necessita ser completamente removida para o convertedor funcionar. Esta é uma opção excelente para áreas grandes como o assoalho quando não estejam muito enferrujados.
No caso de problemas mais sérios como uma ferrugem já avançada a troca da peça é a melhor solução. Isso pode envolver o corte da área afetada pela ferrugem e a solda de uma nova chapa de metal ou a troca completa da peça.
c0isas para se ver quando comprar um fusca!

- Verifique o pé de coluna quanto a pontos de ferrugem (o pé de coluna é o canto inferior das portas no lado da coluna).
- Passe as mãos embaixo das portas e verifique se lá não existem pontos de ferrugem.
- Olhe embaixo do carro quanto a pontos de ferrugem na estrutura do carro, as vezes a estrutura por si só invalida a compra do carro. Lembre-se: Fusca é 70% chassi e 30% carcaça.
- O Fusca original possui uma espécie de isolamento acústico colado no assoalho, se o Fusca que voce busca não possuir essa manta de borracha é provável que o assoalho tenha sido trocado.
- Olhe embaixo dos tapetes se há alguma mangueira de passando por ali. Geralmente há uma mangueira com a fiação que vai para o cofre do motor, mas uma segunda mangueira pode evidenciar que a linha de combustível foi refeita por dentro do carro.
- Num Fusca bom as portas devem bater de maneira suave, sem fazer muita força contra o carro.
- As marcas da Volkswagen devem existir em todos os vidros e as borrachas de vidro devem conter o friso de alumínio.
- Verifique cantos de janela, principalmente embaixo das borrachas se há marcas de ferrugem.
- Abra o capô e remova o estepe. Não devem haver marcas de solda ou ferrugem na caixa de estepe.
- Verifique a plaqueta de identificação, principalmente o número do chassi quanto a remarcações. O número deve bater com aquele que fica embaixo do banco traseiro, no túnel.
- O tanque de combustível nao deve ter marcas de ferrugem.
- Entre no carro, ligue as luzes, ligue o limpador de para-brisa, pisca-alerta (se houver) e dê seta e luz alta.
- O carpete que cobre o Fusca original possui um entrelaçado natural por baixo (algo parecido com uma fibra natural). Além disso, o carpete original é de tom cinza escuro, quase preto.
- Procure por eventuais reparos com fibra de vidro, é muito comum o reparo das caixas de ar (canto inferior interno das portas) com fibra.
- Ligue o carro, verifique se há queima de óleo. É normal o Fusca queimar algum óleo na partida, mas depois de alguns segundos esta queima deve cessar.
- Olhe se a fiação dentro do cofre do motor está ok e se não há marcas de derretimento ou curto. Olhe também a fiação na frente.
- Lembre-se: O Fusca original (exceto os últimos modelos) possui dínamo e não alternador.
- O carburador não deve apresentar vazamentos de combustível.
- Retire os cabos de vela e veja se o motor possui tucho em algum dos cilindros (o contato da vela estará mais alta que o normal).
- Olhe embaixo do motor e verifique se não há coifas de câmbio rasgadas ou com vazamento (coifas são as borrachas que envolvem a ponta do eixo que sai do cambio em direção as rodas traseiras).
- Veja se não há vazamentos no eixo piloto do motor (peça para um mecânico ajudar).
- Verifique se há folga no volante virando, com o carro parado, a direção até que a roda comece a se deslocar para ambos os lados.
- Olhe atentamente o número do motor e consulte a tabela de códigos de motor no link a seguir:
http://www.fuscaclube.com.br/motores.htm
A numeração do motor não deve obrigatoriamente bater com o número do chassi, porém o código de motor (com 2 letras) deve bater com a tabela de motores. A numeração deve ainda estar intacta, sem apresentar raspados, sinais de lixa ou “tipos de letra” diferentes na mesma inscrição.
- Verifique borrachas de vedação de portas e tampas.
Um Fusca de R$ 2500 com um investimento de mais R$ 3000 por exemplo não significa que você vai conseguir vender por R$ 5500.
c0isas para se ver quando comprar um fusca 2:
- Embaixo das portas e nas caixas de ar.
- Nos assoalhos e emendas assoalho/túnel
- No capô, na dobra dele onde encosta com a carroceria.
- Caixa de estepe (quase sempre fatal)
- Portas, na calha interna do quebra vento (costumam apodrecer até sumir).
- Chapéu de Napoleão
- Furos dos grampos dos frisos (é por ai que entra água e tudo começa)
- Ver folgas na polia do virabrequim
- Polia do dínamo/alternador torta e com folga
- Cabeçotes soltos
- Vazamento de óleo na carcaça, embaixo.
- Válvulas desreguladas
- Folgas nos rolamentos das rodas da frente
- Folgas no pivô (suspensão dianteira
- Folga excessiva na caixa de direção
- Suspensão traseira ruim, o carro fica mais baixo em um lado do que do outro, ou a traseira muito mais baixa que a dianteira.
2. Em geral, não deixe o vendedor saber que você é um colecionador, porque senão o preço inflaciona e o interesse da venda diminui. Mas no caso de uma pergunta objetiva, não minta. Apenas não chegue falando "Sou colecionador de fuscas e o senhor tem uma raridade...", às vezes alguns vendedores particulares ficam felizes em saber que seus carros farão parte de uma coleção.
3. Não deprecie o produto, mas também não valorize mais do que deve. Seja sincero quanto às vantagens e desvantagens do produto. Se tiver coisas a fazer, mostre e negocie o valor. Algumas pessoas acham que desvalorizando o produto você vai fazer melhor negocio. Isso pode até funcionar em caso de lavadoura-de-roupas, mas em caso de fuscas, isso não se mostra nada pratico. Quem está vendendo (em se tratando de particulares) tem um carinho pelo fusca, tem historias nele e quer que alguém que cuide bem dele o leve. Então se possível, ouça as historias do carro e prometa cuidar bem dele - A propósito a maior parte das historias valem a pena ser ouvidas!
4. Quase 90% das pessoas que estão vendendo alguma coisa, colocam o valor acima do realmente esperado, então tente descobrir este valor e faça contra-ofertas. Eu em geral procuro não baixar o preço e esticar o prazo. Isso em geral faz o preço cair naturalmente (Ao invés de pagar R$ 3000,00 a vista, ofereço 2x R$ 1500,00 em geral à contra-oferta é de R$ 2500 a vista)
5. Se for comprar em estacionamento, vale lembrar que você compra um carro a cada 3 ou 4 anos, mas o vendedor vende carros todos os dias. Então todo cuidado é pouco. Neste caso é importante não dizer que você é colecionador mesmo sob tortura e não se mostre muito empolgado com o produto - Senão a pressão para você comprar pelo maior preço aumenta significativamente (em geral as historias de que você quer comprar um carrinho barato para sua filha/irmã/esposa colam que é uma beleza). Leve para avaliação mecânica e de funilaria rigorosa e é bom ver a documentação com cuidado também.
6. Não tenha pressa. Pense bastante, avalie bastante que o fusca vem!
7. Cuidado para carros que tiveram as borrachas trocadas recentemente porque estão colocando a borracha do modelo Itamar que não tem moldura de alumínio e fica uma aberração.
8. Lembre-se que um fusca que custou R$ 3000,00 e você gastou R$ 3000,00 para recuperá-lo nunca vai custar R$ 6000,00. Não pense em revenda. Apesar de ocorrer, não tenha isso como objetivo senão você pira!
9. Importantíssimo: Verifique se o motor é mesmo o de fabrica (numeração). Pelo que me consta se a numeração do motor não bater com o do chassi é esquecer a placa preta para sempre (alguém confirme ou não essa informação).
A busca era por uma peça do sistema de torneira de reserva de gasolina do Fusca 1955, que não tem marcador de combustível. A torneira, quando deixada na posição correta reserva cinco litros de combustível que, via de regra, permitem chegar até um posto de gasolina próximo. Avisei em casa que ia até a avenida do Cursinho - no bairro do Ipiranga, em São Paulo-, e isto despertou a curiosidade de minha esposa. Era sábado pela manhã e ela se prontificou a me acompanhar.
Expliquei que não seria um passeio necessariamente agradável, mas os meus avisos não foram suficientes para demovê-la.
Agüentou gozação, gente dizendo que tinha a peça, mas não venderia para você, ouvindo histórias de pessoas que não se conformam por ter vendido seus Fuscas. Você só descansou quando uma boa alma decidiu vender a peça, que, aliás, ficará escondida em baixo do carro e só você irá saber que ela está lá. Eu não posso definir qual é o motivador que leva uma pessoa como você, com a sua formação e vivência a este tipo de atitude".
fusca de 4 portas!

Adepto de carros “diferentes”, o colecionador carioca Paulo Panchorra, deu a seguinte incumbência a seu restaurador, Milton Ciola, de Pirassununga, SP: transformar um Fusca 1966 num exemplar de 4 portas, mantendo a aparência o mais original possível. Ciola aceitou o desafio e o resultado ficou excelente. Sem precisar “esticar” o Fusca, foi possível criar duas portas extras, dando a impressão de que o carro saiu assim de fábrica. O segredo foi mover para frente a coluna B, diminuindo um pouco as portas dianteiras e abrindo mais espaço para a instalação das traseiras. Foram usadas duas portas dianteiras originais para isso. Assim, as portas extras mantêm a aparência original, com fechadura, maçanetas, vincos, dobradiças externas, etc...
Essa história pode ser conhecida em detalhes no site da revista Street Custons, na reportagem de Anderson Nunes, com fotos de Marcello Garcia.
Mas não é a primeira vez que se adapta duas portas extras ao Fusca. No início dos anos 1950, na Alemanha, a “encarroçadora” Rometsch traformava VWs de série em veículos de 4 portas, para uso como táxis. Só que neste caso, os carros eram “esticados” em cerca de 20 centímetros, para dar mais conforto aos passageiros do banco traseiro. Além disso, as portas extras abriam ao estilo “suicida”.






































